quarta-feira, 16 de setembro de 2009

à deus

não tem mais conserto, nem jeito não dá
troquei de lugar no seu quarto, será...
que nunca foi minha, que era fantasia
de sonho acordado, bordado em ouro
era um tesouro do mapa apagado
a jóia era falsa, o erro foi meu
amor desbotado
deixou sua tinta
e adeus.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Sem vida

De uma morte casual, morreu um amor acabado

atropela o orgulho, ao lixo foi-se a paixão
desesperado rapaz jogou-se ao vento deserto;
sozinho no vendaval, perdeu o dia e o brilho.
Era um sol invernado; por nuvens todo coberto,
mas aquecido, quem dera, era gelado por dentro
com peito cheio e vazio
de arrepio fez-se quieto
tormenta afora pudera torná-la pura e sombria.
A sombra diz que não era
o seu transtorno vadio
a água cobriu a favela, não tinha nem moradia.

E o rapaz morreu cedo, sem luz, amor, cama quente;
o vendaval o deixou casualmente sem vida.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

parti sem voz para encontrar
pelo que lutar
cai no chão que era um mar, vermelho dor
trombei um mundo com saudades de viver e rasguei o pano que cobria meus olhos.
virei a equina sem saber onde cheguei.
e que surpresa foi, quando sem nada acreditar
jovem rapaz de olhos molhados, diz-se deus.
sentado em pedras, desistira de tentar
a liberdade que faltou-lhe pra crescer.
dessa imagem tirei uma breve conclusão
não, mentira feia, não cheguei a concluir...
Mas decidi seguir tentando

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Fogo de fumaça, cachaça de gole
o mundo vai correndo pro lado que não é
cruzo o viaduto laço uma favela
tem ave por aí querendo andar a pé

Nasco em frente à passarela
cheia de outras gentes
cabe em todo meu caminho
vida fome e fé
assembléia a cada esquina promentendo o céu
e o mundo vai andando pro lado que não é

convive na cidade, escondida por carros
um rio que não dá peixe, com cheiro vagabundo
e em passo por passo, o mundo se arrasta se dirigindo sempre
pro lado que não é

Já todo fim de dia o povo vai cansado
à casa que o espera, à vida que formou
à noite sonha que tem janta e que está empregado
o mundo está parado
ninguém sequer notou

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Ainda não percebi se a greve me tirou ou me colocou em frente à realidade.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

VERDÃO
o time do meu coração verde

é verde como a arena
onde se deleita e rola.
Tem glórias que vi chegar
e muitas outras que soube que há

imponente, é o alviverde
que sofre, mas vira o jogo
e acaba ganhando o campeonato
às vezes era só sonho ou esperança da nossa cor
e a vitória nem tanto importa
quando se torce com fervor

Lágrimas são consequência
de um amor incondicional,
nas quartas, nas oitavas
e tanto mais na final

Meu Palmeiras, meu Palmeiras
que de fato é campeão
falem que desvirei
mas a verdade, caros bambis e gambás
é que fui PORCO quando nasci
e serei até morrer!

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Pra mim, nem mais um pio
não me digam do que sei de cor
fui longe assim
despenquei e nem soube cair

Já troquei os meus lençóis
dei ao sebo meus livros de amor
cobri o retrato, lancei pelo mato
seu cheiro, seu gosto,
sou ex-canditada a te amar

E hoje, vou cair na forra
abrirei os braços pra quem me quiser
tragam-me um copo, um trago
um beijo roubado,
amarga e afoita
estou livre, sou solta
enfim lhes segredo
sem cargo, nem peso
que graças aos céus e ao amor
hoje estou em outra